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quarta-feira, novembro 13, 2013

O Labirinto do Fauno

Um filme de uma beleza e um simbolismo impar!
Espanha, 1944. Ofélia vai, com sua mãe gravida e muito doente, viver com seu padrasto fascista. Nesta novo cenário ela descobre sua origem sobrenatural, como princesa de reino no Submundo.
Mas para retornar e tomar seu antigo lugar ela deve passar por três provas, que viriam a confirmar que sua alma tinha se rendido à condição humana e que ela é merecedora de voltar ao Submundo - com o atento de que os testes devem ser concluídos até a Lua Cheia.



Inegável a relação iniciática dessas provas. Inegável é sutileza de símbolos durante todo o filme. E quando o Fauno se apresenta, ele diz que é "a montanha, o bosque e a terra", como Pã, que significa tudo.
O Fauno da-lhe o Livro das Encruzilhadas, bem como lhe ensina um feitiço com a Mandrágora para curar sua mãe, até um giz para que Ofélia criasse portais desenhando-os no chão ou na parede - algo que não estranho na pratica da magia.

Ofélia, vendo a 'fada' e iniciando seu caminho nos mistérios

O Livro das Encruzilhadas, que só mostra seus segredos
na hora da realização dos testes
O Livro avisando-a dos perigos que sua mãe corre
A marca de crescente lunar em Ofélia,
de sua linhagem sobrenatural
A tentação do banquete no segundo teste
Confiando em sua intuição, Ofélia vai contra as instruções das fadas
Isso mostra que em certos momentos devemos ser céticos até mesmo
com as fontes mais confiáveis e apostar em nós mesmos

Mantenha os olhos atentos para os inúmeros simbolismos e mistérios que estão ricamente representados na película. Um filme apaixonante que não precisou de apelações para conquistar o coração de cada um que o assistiu.


Espanha, 1944. Oficialmente a Guerra Civil já terminou, mas um grupo de rebeldes ainda luta nas montanhas ao norte de Navarra. Ofelia (Ivana Baquero), de 10 anos, muda-se para a região com sua mãe, Carmen (Ariadna Gil). Lá as espera seu novo padrasto, um oficial fascista que luta para exterminar os guerrilheiros da localidade. Solitária, a menina logo descobre a amizade de Mercedes (Maribel Verdú), jovem cozinheira da casa, que serve de contato secreto dos rebeldes. Além disso, em seus passeios pelo jardim da imensa mansão em que moram, Ofelia descobre um labirinto que faz com que todo um mundo de fantasias se abra, trazendo consequências para todos à sua volta.



Hekator

terça-feira, novembro 05, 2013

Hércules, 2005





Não são poucos os filmes sobre mitologia grega e em especial com a participação do mais famoso dos heróis helênicos - Herácles, aquele que chegou a tornar-se um deus. Entretanto, são poucos que tem uma boa qualidade. Este em particular, eu adoro.

Há algumas mudanças no roteiro, claro, afinal seria impossível colocar todas as façanhas de Heracles em um filme de algumas horas. Os 12 trabalhos foram reduzidos pela metade. Alguns excluídos, outros tomados como façanhas pessoais, outros - como o das éguas carnívoras e do cinturão da rainha das Amazonas - foram transformados em um único trabalho. Mas isso em nada decai na qualidade do filme, muito pelo contrário

Alcmene, bebendo do néctar da Mãe Hera


No contexto, há uma batalha entre os adoradores de Zeus e os adoradores de Hera. Alcmene, mãe de Hercules, é uma sacerdotisa de Hera e se casa com Anfitrião, fiel a Zeus.

Já no começo do filme vemos uma representação extremamente interessante dos antigos cultos. Alcmene e outras seguidoras de Hera estão na Celebração da Colheita, proibida aos olhos de qualquer homem (que permanecem vendados o tempo todo).
Uma frase marcante já é dita aqui: "Não temo os deuses, temo aqueles que dizem falar em nome deles". Tal frase pode ser a alma do filme, pois nos perguntamos se há realmente uma guerra entre Zeus e Hera, ou se é apenas uma guerra entre seus adoradores, uma vez que todas as desgraças de Hercules acontecem não pelas mãos diretas de Hera, mas pelas de seus seguidores - indo contra a representação comum onde a deusa vista é uma grande vilã de novela.

Observem a ninfa Deaneira, seguidora de Hera, e que no futuro vem a ensinar Hercules, mostrar-lhe a importância do equilíbrio, onde a força de Zeus não é nada sem a sutileza de Hera.
Até mesmo o nome Heracles (Hércules) - Glória de Hera - torna-se um ponto a se observar.

"Do inverno vem a primavera...
Da morte vem a vida"

Não quero cometer o pecado do spoiler, mas peço que fique atento às sutilezas do filme, especialmente neste inicio, como na parte quando o sacrifício do hermafrodita seria sacrilégio pois nenhum homem poderia ver aqueles ritos, entretanto mata-lo seria também matar sua parte mulher.

Por fim, gostaria de me atentar nas seguintes figuras. Anciãs no culto de Hera que sempre estão presentes em momentos 'mágicos', mostrando que sua experiência lhes concedeu conhecimentos únicos. São elas que dão a poção que enlouquece Hércules, e são elas que usam o sangue de parte para trazer de volta à vida uma das Harpias abatidas.







Numa época muito remota, quando Hera e Zeus disputavam o poder, esta rivalidade chegou até os humanos, pois os seguidores de Hera tentavam derrotar os adoradores de Zeus. Neste contexto Alcmena (Elizabeth Perkins), princesa de Tebas e grã-sacerdotisa de Hera, espera o retorno do marido, Anfitrião (Timothy Dalton), que partiu com seus homens para se vingar dos piratas cretenses, que assassinaram alguns parentes de sua esposa. Alcmena anseia que o marido não seja bem- sucedido, pois é um adorador de Zeus. No entanto ele volta vitorioso, tendo matado vários piratas e os restantes estavam sendo levados como escravos. Quase ao chegar um destes cativos, Anteu (Tyler Mane), escapa e ao chegar na praia estupra Alcmena, que na verdade é engravidada por Zeus. Logo depois chega Anfitrião, que a leva ao leito e também a engravida. Alcmena se recusa a ter um filho de Zeus e pensa em matá-lo, mas o oráculo Tirésias (Kim Coates) prediz que ela terá dois filhos e diz que será difícil saber qual é o filho de Zeus. Quando nascem (curiosamente ninguém sabe qual dos bebês nasceu primeiro) duas harpias conseguem identificar qual deles é o filho de Zeus e o chamam de Hércules (Paul Telfer). Alcmena chama o outro filho de Íficles (Luke Ford) e manda que Anfitrião mate Hércules. Ele quase cumpre o pedido mas volta com o bebê, dizendo que se é mesmo o filho de Zeus ele não quer ser o responsável pela sua morte. Alcmena diz que não cuidará da criança e Anfitrião assume a tarefa de arrumar uma ama-de-leite. A rivalidade entre os seguidores de Zeus e Hera vão provocar muitas tristezas para ambos os lados.

Para baixar o filme, segue o link: [Download, legendado]

Hekator



quinta-feira, outubro 31, 2013

Abracadabra




Eu poderia começar com Da Magia à Sedução (Pratical Magic), que é paixão unanime entre bruxos, ou mesmo com Jovens Bruxas (The Craft), igualmente apreciado.
Mas, pela data, quis começar um filme nostálgico que marcou minha infância e deve ter marcado a de vocês também.
Abracadabra, 1993 (Hocus Pocus, na versão em inglês), tem pouco de sério, claro, há algumas referências para os atentos, como a relação com o espirito dos mortes em Samhain ("Dia de Todos os Santos", no filme) e os poderes de proteção do sal. E desde muito jovem, sempre achei interessante a importância que as bruxas davam ao seu livro de feitiços, vulgo 'Livro das Sombras' – feito de couro humano e escrito com sangue, um presente do próprio diabo.
De resto, o filme não passa de uma divertida comédia típica de Sessão da Tarde. Então, divirta-se, ria, não há necessidade para se ofender pelas crendices expostas no filme.



Para baixar o filme: [Download]



 Winnie (Bette Midler), Sarah (Sarah Jessica Parker) e Mary (Kathy Najimy) são três bruxas do século XVII, que chegam ao século XX após seus espíritos serem evocados no Dia das Bruxas. Banidas há 300 anos devido à prática de feitiçaria, elas estão dispostas a tudo para garantir sua juventude e imortalidade. Porém precisarão enfrentar três crianças e um gato falante, que podem atrapalhar seus planos.















Hekator
 
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